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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os bebés e os gatos - alguns links úteis

Já se falou dos canitos, agora falamos dos bichanos.
Estes são menos populares que os cães e ainda há pessoas que os receiam durante a gravidez, ERRADAMENTE. 
Já fámos uma vez sobre a toxoplasmose (ver post), estando mais que provado que é absolutamente seguro uma grávida conviver com gatos, desde que, é claro, se adoptem hábitos de limpeza saudáveis, mas isso, é em qualquer situação, certo?
Passa-se o mesmo depois do bebé nascer. Os cuidados redobram-se, obviamente, mas não há nada que impeça um bebé de crescer saudável com o seu gatinho de estimação, pelo contrário. Já se provou que crianças com animais têm mais resistência a problemas respiratórios, são mais felizes, mais responsáveis, etc..

Eu própria tinha alergia ao pelo dos gatos, mas era uma coisa horrível! Os gatos nem precisavam estar na mesma divisão que eu. Quando comecei a namorar com o Pai da ervilhita, ele tinha 5 gatos. Conclusão, os primeiros 2 meses foram terríveis, depois passou... completamente!! 

Deixo aqui alguns links sobre o assunto que achei úteis:









Capa de inverno para grávida, made by vovó

Lembram-se que falei (aqui) em fazer uma capa em vez de comprar um casaco de inverno, para poder passar a gravidez quentinha?
Os casacos que vi eram sempre curtos de mais, ou ficavam grandes nos ombros, ou então eram um balúrdio!

Pedi ajuda à minha avó querida e fizemos esta capa! 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O leite materno



São centenas de milhões de anos de evolução que estão concentrados no primeiro alimento de qualquer mamífero. Agora, sabe-se que a complexidade do leite materno envolve mais um factor. Quando um bebé humano bebe pela primeira vez o colostro, o leite que a mãe produz logo a seguir ao parto, está a levar à boca mais de 700 espécies diferentes de bactérias que vão definir para sempre a flora do seu tubo digestivo, revela um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition.

O leite é um alimento que está adaptado às espécies. Nos cangurus, onde o desenvolvimento fora da placenta começa mais cedo, a composição do leite vai-se transformando à medida que a cria, na bolsa da mãe, cresce e desenvolve ora o cérebro, ora as unhas e o pêlo. E quando duas mamas são usadas por cangurus com idades diferentes, o leite de cada uma é adequado a cada um deles.

Nos países em desenvolvimento, nos primeiros seis meses de vida de um bebé, a amamentação aumenta seis vezes a hipótese de sobrevivência e evita a diarreia e infecções pulmonares. "O leite materno dá os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários a uma criança nos primeiros seis meses e ainda anticorpos da mãe que ajudam a combater doenças", lê-se no site da UNICEF.

Só há pouco tempo se descobriu que há bactérias no leite materno, mas as suas características continuam a surpreender. Uma equipa espanhola analisou agora, em três momentos distintos, as bactérias do leite que 18 mulheres produziram depois de terem filhos: à nascença, um mês e seis meses depois. As técnicas moleculares permitiram identificar as bactérias presentes em maior e em menor quantidade.

A equipa descobriu que o colostro tem mais de 700 espécies diferentes e é dominado por bactérias ácido-lácticas do género da Weisella e da Leuconostoce por outras como os Staphylococcus, Streptococcus e Lactococcus. Ao fim de um mês e seis meses, o que passa a dominar são géneros típicos da cavidade oral: Veillonella, Leptotrichia e Provetella.
Mas que função terão? "Talvez as bactérias do leite materno sejam estimuladores imunitários para reconhecer bactérias específicas e para lutarem contra outras", responderam ao PÚBLICO, por email, Alex Mira e María Carmen Collado, dois dos autores do artigo que pertencem, respectivamente, ao Instituto de Agroquímica e Tecnologia do Alimento, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, e ao Centro Superior de Investigação em Saúde Pública, em Valência. "Se isto for verdade, o sistema imunitário materno pode regular as bactérias a que o bebé é exposto de uma forma atempada e a falta desta modulação pode ter consequências importantes no desenvolvimento da flora microbiana da criança e na maturação do seu sistema imunitário."

Quando os investigadores compararam as bactérias do leite em mulheres com um peso normal e obesas notaram uma diferença importante na composição. As bactérias do leite das mulheres obesas eram menos diversas. Esta mudança pode ser um "mecanismo adicional que explica o maior risco de obesidade dos filhos de mães obesas", lê-se no artigo.
Outra surpresa foi a composição bacteriana do leite das mães que fizeram uma cesariana programada, em relação a mães que tiveram um parto natural ou que, durante o parto, foram obrigadas a fazer uma cesariana. As bactérias no leite eram diferentes e menos diversas. "Isto poderá ter consequências nas alergias, na asma e noutras doenças influenciadas por uma resposta imunitária deficiente", dizem os dois autores.

Ainda ninguém sabe ao certo como é que as bactérias aparecem no leite. A equipa analisou a composição bacteriana da pele das mães e dos bebés, do sistema digestivo das mães, da flora vaginal, mas a composição do leite é única. Supõe-se que seja por uma via interna, controlada pelo sistema imunitário, que bactérias específicas do tubo digestivo chegam ao leite. Esta transmissão pode ser influenciada pelo stress fisiológico e pela descarga hormonal do parto, já que nas cesarianas não programadas a composição bacteriana do leite da mãe é semelhante à do leite de mulheres que tiveram parto natural.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Parecer da Ordem dos Médicos sobre criopreservação de células estaminais



Até agora, talvez seja este o post mais importante deste blog. 

Peço a todas as Mães que o partilhem. Esta informação é muito importante para que possamos tomar uma decisão bem informada, ouvindo várias partes.
Em todos os workshops a que fui há sempre uma empresa de criopreservação envolvida, que acaba por tentar fazer-nos uma lavagem cerebral. Em todas fiz a mesma pergunta: E se a doença for hereditária ou genética? Em qualquer uma a resposta foi um pouco evasiva e sempre deram a entender que até seria possível e que até mesmo poderia dar algum tempo à pessoa, porque as células eram "virgens" e que a pessoas ao nascer ainda não tem doenças. Desculpem o meu francês, mas... Bullshit!! Tretas!
Não é justo. Muita gente se endivida para poder comprar os kits, muita gente fica com peso na consciência por não poder guardar, os que guardam, guardam por precaução sem nunca terem a certeza se estarão a fazer algo indispensável ou não.
É verdade, a medicina evolui, mas... quem me diz que a preservação é feita correctamente? Agora pensamos que sim, mas daqui a 20 anos talvez vejamos que não seria bem assim.... E em 20 anos não me parece que haja uma evolução tão acentuada sobre algo tão preciso que há décadas anda a ser estudado.

Isto são tudo balelas minhas, pouco informada. Só quero pretoger a minha filha o mais que possa... Ouvi 2 médicos (ambos contra), enfermeiras (contra), 2 empresas diferentes (a favor), li coisas na net, mas ainda assim, é como levar o carro ao mecânico, nunca sabemos bem se estamos a ser enganados ou não.

Fica então o parecer oficial da Ordem dos Médicos sobre o assunto:

Parecer da Ordem dos Médicos sobre criopreservação de células estaminais.

Li também outro artigo sobre o assunto, do qual destaco o seguinte excerto:


As visitas ao bebé recém nascido

Andava a pensar nisto desde a visita ao hospital. A enfermeira chamou-nos à atenção para o ritmo das visitas e, de repente, cai-me no colo este texto. 
Eu, pessoalmente, não gosto de visitar as mamãs antes do primeiro mês de vida do bebé, a não ser que seja mesmo muito muito próxima de mim e ainda assim, tento sempre ser o mínimo invasiva e demorar-me pouco.  Nem pensar em beijocar o bebé com as minhas mãos e boca cheias de germes! A ideia é a mamã saber que estou feliz por ela e que estou cá para o que precisar. Mas isso sou eu e os meus traumas. lol.
E.... com que direito é que controlo as visitas ao meu bebé? Faço um horário? Não posso ser assim tão maquinizada!! De neurótica tenho muito pouco, não será agora. Como é que digo a quem nos quer bem que tenho medo? Passo a ser por isso uma daquelas mães de quem toda a gente fala e critica?

É bom recebermos atenção num altura de mudança tão importante como esta, mas é verdade... e adopto as palavras deste senhor como minhas. Adoro socializar, quem me conhece sabe bem disso. Para mim, os "Meus" são o meu tesouro mais importante, mas são só uns dias...
E no fundo, quero todos cá!! O que eu gosto de ter a casa cheia e receber atenção Mas sei que não podemos abusar da minha resistência e da Catarina.

Outras mães andarão a pensar nisto, por isso, transcrevo aqui este texto do Dr. João Moreira Pinto, Pai e cirurgião, também bloguer. (texto original aqui)


"Como dizer isto com suavidade?

O nascimento do segundo aproxima-se. Os preparativos para o parto incluem a programação da agenda de visitas: umas à maternidade, outras já em casa. Eis algumas considerações. O período neonatal compreende os primeiros 28 dias de vida do recém-nascido. É um período crítico, durante o qual o bebé está muito susceptível a infecções. Infecções essas que levarão sempre a hospitalização. Qualquer recém-nascido com febre exige visita hospitalar, para rastreio séptico e, muito provavelmente, internamento em unidade de cuidados neonatais.

Pensem nisto. O recém-nascido viveu os últimos nove meses debaixo de água. Recebeu sempre os nutrientes já digeridos e prontos a consumir. Pelos seus pulmões e pelo seu intestino, só circulava líquido amniótico. Os sons que ouvia eram filtrados pela barriga da mãe, que também o protegia de todas as agressões mecânicas. Todas estas 'regalias', ele perde de um dia para o outro. Este organismo fechado numa 'redoma' terá agora que lidar com ar (mais frio e mais seco, do que ele alguma vez sentiu), com a alimentação oral (leite que terá de digerir e 'partir' em todos as pequenas substâncias que fazem funcionar o corpo), com vírus e bactérias a gravitar à sua volta (a colonizarem-lhe a pele, o intestino, o nariz e a boca), com barulho, com frio, com calor. Passa de 8 para 80, em minutos, o que debilita o seu corpo frágil. Tem de ser o mais protegido possível.

Agora, o lado materno. A gravidez é um processo desgastante para qualquer mulher. Apesar de algumas não se sentirem fatigadas psicologicamente, socialmente e biologicamente o impacto é enorme. Sempre. As últimas semanas são de uma privação ao sono monstruosa. Privação esta que se manterá seguramente durante os primeiros meses de vida da criança. Depois há toda a adaptação do recém-nascido à mãe e da mãe ao recém-nascido. É uma aprendizagem que (dizem-me) é sempre nova. Não há filho igual ao outro. É o 'pegar' na mama (ou tetina), são as cólicas, as fraldas, as manchinhas, o choro por isto, o choro por aquilo, o choro por coisa nenhuma. Enfim, os primeiros dias de vida são difíceis. Bonitos de recordar, mas difíceis de viver.

Se em cima disto tudo, a Mãe tem que fazer boa cara para cumprimentar a prima, o bebé tem que se aperaltar para receber o tio da mãe da amiga, os dois têm que aturar uma sala cheia de gente a contar lugares comuns. O francisquinho nasceu assim, o outro parecia um leitão, a menina comia assado, outra nem por isso. Para além disso, existem patogéneos (vírus, bactérias, fungos) que transportamos inconscientemente nas mãos, nos cílios do nariz, na própria roupa, que entrarão em contacto com o recém-nascido frágil e com poucas defesas. Se existe alguma coisa boa (e acredito que seja das únicas) pelo facto de as famílias viverem mais isoladas, é o facto de poderem se proteger deste tipo de agressões. 

Não me interpretem mal, porque quem tem um blogue gosta de socializar. Não sou excepção. São só 28 dias, para Mãe e bebé se adaptarem convenientemente a esta nova vida. Para mim, e para a maioria dos pediatras com quem trabalhei, é uma imposição médica: as visitas durante o primeiro mês deverão ser espaçadas no tempo e restritas no número de pessoas. Aos primeiros dias, só a família mais próxima. Os outros terão muito tempo para adorar o menino."










sábado, 19 de janeiro de 2013

Compras flop da MãeGyver

Descobri ontem este blogue. Achei este post super útil e o pseudónimo desta mãe muito engraçado!.
Realmente, cada mãe pode e deve ser uma Mãegyver!!

Para saberem o que esta mãe comprou e não usou, é só clicar aqui.
Ainda bem que ainda não comprei nada disto! ;)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Parto: Gestão da dor

Retirado do site da revista Pais&Filhos


A dor de parto é a única que não significa que algo de errado se passa. Pelo contrário. É um dos sinais de que o bebé está quase a chegar. No entanto, muitas mulheres temem-na e procuram evitá-la. A nossa proposta é transformá-la numa aliada.


“A dor de parto não dá satisfação pessoal à grávida, mas é totalmente recompensadora no momento em que o seu filho nasce”. Quem o garante é Ofélia Lopes, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstétrica, que desenvolve o seu trabalho de mestrado no Serviço de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta. Então por que razão continuam as contrações e a perspetiva de um parto fisiológico – leia-se, sem intervenções clínicas, com destaque para as analgesias – a assombrar tantas mulheres?

“Criou-se todo um cenário cultural, a começar pelos profissionais de saúde, de que o fundamental era evitar a dor, deixando-se de lado tanto o papel que esta tem em todo o processo, como as capacidades intrínsecas da mulher em aceitar e usar a dor no parto”. Daí que, neste momento, diz a mesma especialista, a esmagadora maioria dos nascimentos que acontecem em meio hospitalar incluem opções de medicalização, com destaque para a epidural (ver caixa). “Quase todas as mulheres pedem algo para as dores e as equipas, formatadas para aliviar o sofrimento de quem têm a seu cargo, respondem a esse pedido”. A questão é que a epidural, “ao relaxar o pavimento pélvico, pode retirar ao bebé a força ‘contrária’ da mãe”, ou seja, a “resistência de que ele necessita para não voltar para trás e continuar a avançar”.

E se a dor for entendida não como uma nuvem negra a ser evitada a todo o custo, mas sim assumida como parte integrante do parto? Para Ofélia Lopes, para que isso aconteça, a mulher tem de iniciar uma “transformação interior” idealmente mesmo antes de engravidar. “Tem de compreender, em primeiro lugar, que não se trata de uma dor constante ou incapacitante. Ela vai e vem, em resultado das contrações, e há um motivo poderoso para que isso seja assim: o bebé está a atravessar o canal de parto e a preparar-se para nascer”. Outro aspeto importante a reter é que a dor motiva na mãe a adoção de posições que a ajudam a aliviar o desconforto e, ao mesmo tempo, colocam a bacia nos ângulos mais apropriados para o bebé se ir movendo.

Para além da compreensão do processo fisiológico, diz Ofélia Lopes, “a mulher tem de procurar dentro dela a aptidão de gerir as manifestações físicas do processo, em particular da dor.” Determinar as suas capacidades e os seus limiares e “perceber o que é capaz de fazer” torna-se essencial. De qualquer forma, diz a enfermeira que dirige cursos de preparação para o nascimento, “é impossível saber, à partida, o que vai suceder. Porém, existem muitas ferramentas com que a grávida pode contar”.

Questão de estratégia

Para a enfermeira, uma boa opção é a mulher “organizar uma estratégia de alívio da dor com o acompanhante que escolher para o parto” e que pode ser o pai do bebé, a mãe, uma irmã, uma amiga, uma doula. Juntos podem pesquisar quais as instituições de saúde que oferecem as condições que desejam – seja elas a deambulação livre durante o trabalho de parto, a mudança de posição, a utilização de uma banheira de parto ou de uma bola de Pilates, a hipótese de receber manipulações do pavimento pélvico, massagens ou a aplicação do frio ou do calor – bem como terapias alternativas que desejem usufruir durante a gravidez ou no nascimento (ver caixa). Fazer um plano de parto, isto é, colocar em papel tudo o que se pretende e não se pretende para o nascimento, também ajuda a perceber de que forma a dor poderá ser gerida.

“Alguns dos partos mais memoráveis a que tenho assistido, acontecem durante a noite”, recorda Ofélia Lopes, acrescentando que em alguns casos “a mulher deixou-se embrenhar de tal forma no que estava a acontecer que, para além de não pedir analgesia, nascido o bebé relatou não ter sentido qualquer estímulo doloroso”. O horário noturno é fundamental, afirma: “o ambiente estava calmo, as luzes mais baixas, o barulho diminuído. Tudo contribuiu para que a grávida relaxasse, as endorfinas aparecessem em força, bem como a ocitocina”. No período da expulsão, com a chamada ‘hormona do amor’ em alta, estas mães “relaxaram de forma intensa e concentraram-se profundamente no que estava a acontecer. Nestas circunstâncias, a importância dada à dor tornou-se irrelevante”, conclui.


TERAPIAS MILENARES

Um número crescente de mulheres recorre a algumas técnicas não convencionais, não só para preparar o nascimento, como para auxiliar o processo, em especial na questão da dor. Em 2003, foi aprovada uma lei que enquadra o trabalho dos profissionais que se dedicam a esta área. No entanto, está ainda por estabelecer a regulamentação que lhes permita equiparar-se às terapias médicas. Em fevereiro deste ano, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma proposta de lei de enquadramento, o que pressupõe o fim de uma espera de nove anos. Mas fonte da instituição disse à Pais&filhos que este não é o fim do caminho, uma vez que o articulado final encontra-se ainda “em fase de preparação” pela DGS e pelos serviços do ministério da Saúde. Quer isto dizer que é ainda imprevisível a perspetiva de ver algumas das técnicas seguintes aplicadas com regularidades nos hospitais portugueses, apesar da sua comprovada eficácia. De qualquer forma, várias podem ser usadas antes do nascimento e mesmo durante o parto pela mulher ou por quem estiver junto dela.

Acupunctura – Durante o parto, o acupunctor coloca agulhas nos pontos do corpo responsáveis pela produção de endorfinas. A sensação de dor é atenuada e, nos casos em que o bebé assume uma posição difícil para nascer, pode facilitar a rotação.

Aromaterapia – Esta técnica utiliza os extratos essenciais das plantas com objetivos medicinais. No parto, óleos de lavanda, jasmim e gerânio podem ajudar ao relaxamento muscular e alívio de tensões. As substâncias são deitadas sobre o corpo, através de massagens, ou inspirados por via de água.

Hipnoterapia – O estado de relaxamento a que a mente chega, por auto-indução ou com a ajuda de um terapeuta, ajuda a controlar a dor, relaxando os músculos e evitando a tensão que causa as sensações dolorosas.

Homeopatia – Seguindo o princípio de que a doença – neste caso a dor de parto – se cura com aquilo que a causa, existem medicamentos homeopáticos que pode ser usados para a aliviar.

Ioga – As técnicas de respiração e de meditação treinados no período de gestação ajudam a mulher a controlar a dor durante o parto e a pensar exclusivamente no que está a acontecer com o nascimento do seu filho.

Reflexologia – A aplicação de pressões específicas em pontos dos pés ou das mãos, ajuda a libertar endorfinas e a dilatar o colo do útero. É uma das técnicas mais simples que o acompanhante da mulher pode aprender.

Reiki – É uma terapia que canaliza energias através das mãos. Feita regularmente durante a gravidez, chegado o momento do parto, ajuda a relaxar e diminui as sensações dolorosas. E pode ser realizado pela própria mulher.

Shiatsu – Tipo de massagem em que são utilizados os dedos, as mãos e os cotovelos para fazer pressão em alguns pontos específicos. Também chamada de ‘acupuncutura sem agulhas’, pode ajudar ao relaxamento durante o período de dilatação.


 A EPIDURAL

 A epidural não é uma anestesia, mas uma analgesia. Quer isto dizer que diminui ou elimina a dor em toda a região abaixo da cintura, mas deixa a mulher consciente e apta a seguir as indicações de quem a acompanha. Para a receber, a mulher deve estar imóvel, sentada ou deitada de lado e com as costas curvadas. O primeiro passo é a administração de um analgésico na epiderme, no local da picada de agulha.

É administrada nas costas, no espaço epidural, e a dor demora dez a 15 minutos a aliviar, permanecendo assim por sensivelmente duas horas, após o que poderá ser necessário reforçar a dose através do cateter. A analgesia raquidiana – que tem um efeito quase imediato – é por vezes usada em simultâneo com a epidural, mas cabe ao anestesista fazer essa opção, tendo em conta a dilatação e o estado geral da mulher.

Na maior parte dos casos, a epidural é administrada depois dos três ou quatro centímetros de dilatação, no início do trabalho de parto ativo. Quando são atingidos os nove centímetros, muitas equipas médicas defendem que já não vale a pena, pois o bebé está prestes a nascer. As contraindicações desta técnica são: infeção localizada ou geral, coagulação sanguínea deficiente e algumas patologias cardíacas ou neurológicas.

A visita à maternidade do HPP Cascais

Ontem fomos visitar o HPP Cascais.
Tivemos uma visita de quase duas horas em que conversámos e vimos tudo sobre um parto na maternidade daquele hospital.

Fiquei muito bem impressionada. A enfermeira foi muito simpática, muito prestável, respondendo a todas as nossas dúvidas. Mostrou-nos a sala de partos, o internamento, falou-nos no sistema de segurança, anestesias, procedimentos, tudo!

Qualquer futura mamã pode marcar uma visita, ligando para o 214 653 000, podendo também levar um acompanhante. Convém marcar com alguma antecedência.

Vou tentar fazer um resumo do que se falou.

Entrada 
Convém ir para o hospital quando as contracções começam a ser mais regulares, de 5 em 5 minutos. Isto se estivermos perto do hospital, convém contar o tempo de chegada, se há trânsito, estacionamento, etc. Entramos pela urgência, fazendo a admissão normalmente e subimos! O acompanhante sobe connosco, fica na sala de espera no piso 3 e só entra depois de estarmos instaladas, vestidinhas e prontinhas para começar a festa. 
Quando chegamos vamos para o CTG ver se estamos mesmo em trabalho de parto. Se sim, seguimos para a sala de parto onde nos dão bata, chinelos, e um mini clister (não somos obrigadas a tomar, mas é sempre positivo irmos de tripinhas vazias).

O que levar?
Uma mala para o bloco de partos e outra (que fica no carro até irmos para o internamento). 
A maternidade tem bola de pilates, mas quem quiser leva a sua,  deixa no carro, para o caso de a bola deles estar a ser utilizada. Podemos também levar música em mp3, walkman... eles não têm leitores, temos de ser nós a levar o equipamento. Mas, as salas de parto têm rádio.
A lista dada nesta maternidade é a seguinte:

Para o bloco de partos
1º roupa (com gorro)
Mantinha
Cuecas para a mãe
BI, cartão de utente, cartão de subsistema de saúde, boletim de saúde da grávida, todos os exames realizados durante a gravidez

Internamento:
Mãe:
Camisas de dormir / pijamas abertos á frente (2/3)
Robe, de acordo com estação
Soutien de amamentação (2ou 3 discos)
Chinelos
Cuecas confortáveis ou descartáveis
Roupa para regressar a casa
Produtos de higiene pessoal
Pensos higiénicos
Toalha de banho

Bebé:
3 ou 4 mudas de roupa (body – calçasinteriores – babygrow  Exemplo) - meias ou botinhas)
2 gorros
2 fraldas de pano
Fraldas e toalhitas
Mantinha
Toalha de banho

Nas 7 salas de parto existentes há música ambiente, conforme já referi e tem WC privatido, com duche. Tem a marquesa, que pode ser colocada quase a 90º de forma à mãe parir quase sentada. Só ficamos mesmo deitadas caso seja necessário o uso de fórceps ou ventosas.
Eles não costumam fazer partos em 4 apoios (de gatas), porque a maneira de actuar é diferente e ainda não estão todos habilitados e habituados, mas estão muito abertos ao assunto. Já há equipas que sabem fazer, pelo que, se apanharmos uma equipa que já fez partos assim, não terão qualquer problema em fazê-lo.
Eles são sensíveis aos planos de parto das mães e farão tudo para que seja um momento agradável para a mãe e bebé, desde que lhes seja possível e se não houver riscos.
A episiotomia é também intervenção de último recurso e só cortam quando é mesmo necessário, para impedir que haja um rasgão grande (o perigo é rasgar até ao anus). Quando notam que vai rasgar pouco ou que há pouco risco não cortam. Enquanto um corte é uma laceração de 3º grau (vai até ao músculo), um rasgo pequeno de 1º ou 2º grau é sempre mais fácil de recuperar.
Ahh!! Existem 7 aparelhos de CTG, 3 deles wireless.

Quem está presente além da Mãe e acompanhante:
Dois enfermeiros especialistas. O médico só faz o parto se houver problema. Podem estar presentes alunos, mas se não quiserem é só alertarem a equipa para esse facto, eles respeitam. O anestesista está por perto e intervém sempre que necessário.

Quanto à epidural e ocitocina:
Quem tem "tramp stamps", como dizem no HIMYM, portanto, tatuagens no fundo das costas, ao centro, esqueçam epidural. Não podem levar. (é uma boa desculpa para contar às filhas que estão prestes a entrar na adolescência)
Só levamos epidural se quisermos e a mesma pode ser dada a partir dos 3 dedos de dilatação, havendo reforço da mesma sempre que necessário (geralmente dura cerca de 2h30). Até quantos dedos podemos levar? Depende da evulução de cada parto, mas geralmente é até as 6 dedos.
A ocitocina não é obrigatória nem dado adquirido e só é administrada se for necessário, se a mãe não a estiver a produzir ou seja necessário aumentar as contracções.
Atenção, vejam se têm as análises necessárias para entregar ao anestesista no hospital, senão também não vos dão epidural.

O bebé:
Nas salas de parto existem umas maquinetas de reanimação e aquecimento e limpeza do bebé, por isso, o bebé nunca sai de perto de nós a não ser em casos específicos. 
Quando nasce, se estiver tudo ok e com uma boa temperatura, vem directo para o nosso colo e nos próximos 30 minutos será logo a primeira mamada.
Eles são limpos ali, põe-lhe 3 pulseirinhas identificativas, uma delas electrónica ligada ao sitema de segurança do hospital. Se o bebé passar em algum sítio que não deve, desata tudo a apitar e o hospital encerra todas as portas num espaço de 20 segundos. Espectáculo!!

Saída da placenta:
Se a placenta não sair até uma hora depois da explulsão do bebé e se estivermos ainda sob o efeito da epidural, os enfermeiros especialistas tentam ajudar a remove-la, manualmente com ajuda de massagens. Caso vejam que vai ser difícil ou impossível, ou caso não tenhamos epidural, seguimos para o bloco operatório para fazer uma curetagem. A placenta nunca é removida a sangue frio.

Internamento:
Quartos singulares, duplos em último caso. É raro existirem duas parturientes por qurto. Todos os quartos tem WC privativo e televisão.

Visitas
Crianças até aos 12 anos (excepto irmãos) não são permitidas nem no bloco, nem no internamento.
Horário: das 12h00 às 20h00, duas visitas além do Pai. O Pai só pode estar presente durante o horário das visitas.
Ficamos 2 noites em parto normal se parirmos até às 18h00, 3 se parirmos depois das 18h00, 3 em caso de cesariana.

Nota: Não são permitidas crianças por causa do risco de contágio de doenças que estejam a incubar. Por exemplo, se um primo afastado vier ver o bebé e tiver apanhado sarampo na escola mas ainda não tiver sintomas, o nosso recém nascido certamente apanhará a doença. Como esse primo até nem fala connosco todos os dias, a probabilidade de sabermos nos próximos dias que ele está doente é escassa. Entretanto o nosso bebé adoece e ninguém sabe o que tem. Até descobrirem, por tentativas, o bebé pode piorar ou mesmo morrer. 
No caso dos manos, como estão connosco todos os dias, se estiverem doentes nós sabemos e podemos logo informar o hospital: atenção, o meu bebé está doente e o irmão apanhou sarampo na escola. São logo administrados os medicamentos para o sarampo, sendo muito mais rápida e segura a intervenção. A enfermeira aconselhou a termos o mínimo de pessoas possíveis em casa no primeiro mês de vida do bebé exactamente pelo mesmo motivo.
A familía e os amigos devem ser bem vindos, mas com precauções nos primeiros dias de vida, enquanto os bebés são ainda frágeis.

Por agora não me lembro de mais nada relevante sobre a visita. Adorei o hospital e do que já conheço das equipas tenho muita confiança nos profissionais do HPP Cascais.
Tenho a certeza que farão o melhor por nós e que vou ser extremamente bem recebida.
Esperemos que seja muito rápido e simples! ;)



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Inspiração: Molduras / Sancas

Olá!!
Vi estes berços no Project Nursery. Achei tão lindos!! E lembrei-me de partilhar com vocês esta ideia. 
Eu chamo-lhe molduras, não me lembro do termo técnico... nervuras? frisos? sancas?
Mesmo que tenham mobília "normal", podem sempre renovar acrescentando as molduras, que podem encontrar-se (às tiras) nas lojas de bricolage ou mandar fazer num marceneiro/carpinteiro e colar ao movél original.



Ao meu gosto, compraria também uma "roseta" para acrescentar no tecto (como na última imagem), para ficar tudo a condizer, de onde pode sair, por exemplo, o candeeiro. Há também quem use estas rosetas como decoração nas paredes.


Podem também fazer nas paredes, cortando a parede ao meio... (eu vou por no quarto da Catarina, depois mostro)

Estas molduras têm aplicações quase infinitas.. é só usar a imaginação.







quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Chá da Naoli - "Facilitador" de parto

Para quem já fez ou começou a fazer aulas de preparação para o parto, já deve ter ouvido falar neste chá e mais especialmente, neste senhora.

Naolí Vinaver Lopez é uma parteira mexicana que combina a prática do parto tradicional com um profundo interesse e respeito pela psicologia e a fisiologia do parto. Desde 1987 atendeu por volta de 1000 partos domiciliares na sua região, combinando a parteria tradicional e a profissional, além de participar como conferencista em congressos em mais de 30 países. Naolí teve 3 filhos em partos domiciliares acompanhada da sua família, o último dando origem a ao vídeo "Dia de Nascimento". Autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente", sobre gestação e nascimento.

O chá serve para ser tomado durante o parto para aquecer, estimular, relaxar e energizar o corpo da mãe. Após as 40 semanas, também serve para estimular o início do trabalho de parto.

Receita:

Ferver 1 litro de água e adicionar os seguintes ingredientes, deixando tudo "a abafar" por 15 minutos:

• 2/3 paus de canela.
• Um bom pedaço de chocolate, o mais puro possível.
• 5-10 bolas de pimenta negra inteiras
• 3 folhas de abacate, secas ou frescas.
• 1-2 raminhos de alecrim, de preferência fresco, mas pode ser seco.
• açúcar mascavado a gosto ou mel para a taça antes de beber.

Ingredientes opcionais para melhorar o efeito das contrações:
• fatias de gengibre fresco.
• 1-2 colheres de chá de pó de pimentão vermelho.
• orégãos, manjericão e tomilho em quantidades de meia colher de chá.
• 6-8 folhas frescas (ou secas) de Zoapatle (montanoa tomentosa) ou 1 colher de tintura zoapatle em brandy. *


* talvez não se encontre Zoapatle em Portugal porque é uma planta da América Central